Documentário experimental que tem como intuito rever conceitos pré-estabelecidos pela sociedade acerca da estética capilar negra.

No documentário ”Mulheres brasileiras: do ícone midiático à realidade” são expostas as relações que esse padrão veiculado tem com a própria mídia e com as mulheres “reais”.

Criado pelas organizações Paz com Dignidad e Revista Pueblos, o vídeo traz entrevistas com ativistas e pesquisadoras, que indicam que o que permitiu a criação desse padrão foi o fato de toda a comunicação de massa brasileira estar nas mãos de algumas poucas famílias. Com isso, surge a necessidade de competição por audiência e a figura da mulher é usada como mera ferramenta para causar reações e garantir espectadores. O mesmo acontece com a figura feminina na publicidade, mesmo quando o produto é direcionado a elas.

#Aborto Legal: conheça seus direitos!‬

Você sabia que tem o direito a um aborto legal nos casos de estupro, perigo para sua vida ou se o feto for anencéfalo? Espalhe essa informação!

Infelizmente, esses direitos já (duramente) conquistados poderão ser revogados. Saiba mais em http://abortolegal.tumblr.com/

O DIA 12 DE JUNHO ABRE CALENDÁRIO DE JOGOS COM FESTA, GRAFFITI E MOBILIZAÇÃO NO RIO DE JANEIRO.

Mais de 100 grafiteiros com criações sobre o tema “Nesta Copa Violência contra a Mulher Não Ganha Jogo!”

Será 1 km de rua decorado com grafites e bandeirinhas para dar visibilidade a essa causa durante o campeonato. O Rio de Janeiro encerra uma campanha que percorreu outras cinco cidades brasileiras que receberão os jogos.

Depois de 50 anos, o Brasil recebe mais uma vez o principal campeonato mundial de futebol, e o Instituto Avon e a Rede Nami se uniram para incluir nesse evento uma nova oportunidade de enfrentar a violência doméstica contra a mulher.

A campanha “Graffiti pelo Fim da Violência Doméstica - na Torcida,” teve início em Brasília, no Dia Internacional da Mulher, passou por cinco cidades brasileiras que receberão os jogos, e vai se encerrar no Rio de Janeiro, no dia da disputa entre Brasil e Croácia. A transmissão será ao vivo na Rua Tavares Bastos, no Catete, enquanto 100 grafiteiros vão colorir todo um muro com imagens que sensibilizarão o público e darão ainda mais visibilidade a essa causa.

Agenda do evento 

Local – Rua Tavares Bastos, 296, Catete, Rio de Janeiro (centro).

Ponto de Encontro - BarCelona

Horário das atividades

9h às 16h – Preparação do mural pelos grafiteiros (período de inscrições e pintura de 1 km de muro)

9h30 às 14h – Customização de camisetas

13h às 16h – Inicio da discotecagem (Interferência Sistema de Som)

16h às 17h – Cerimônia de apresentação dos melhores grafites do dia que irão para votação online

17h às 19h – Exibição do Jogo Brasil X Croácia

23h – Término do evento

Graffiti Rumo ao Fim da Violência na Torcida

A campanha nas redes sociais:

www.redenami.com

www.avongraffiti.com ;

https://www.facebook.com/avongraffiti 

  1. Camera: iPhone 4S
  2. Aperture: f/2,4
  3. Exposure: 1/449th
  4. Focal Length: 4mm

O cientista Neil DeGrasse Tyson responde a pergunta: por que há poucas mulheres na ciência? Partindo de sua experiência como negro na sociedade americana.

(Fonte: youtube.com)

Às vésperas da Marcha das Vadias, o Dois Pontos discute o feminismo e o papel da mulher no Brasil. Nossos entrevistados explicam o que é o feminismo, o papel da mulher, quais são os desafios, ainda, enfrentados por elas, a cultura do estupro, e porque mesmo com a lei Maria da Penha, uma mulher é espancada a cada 15 segundos no Brasil.

Depoimento de A. R., recebido por email.
SOMOS TODAS ABUSADAS…
Eram cinco horas da tarde, mais ou menos. Eu andava tranquila pela rua principal de São Leopoldo, na parte dupla da Rua Grande, que na época só tinha casas residenciais. Voltava do ballet. Vestia uma calça vermelha larga e uma blusa (talvez justa?), carregando uma mochila com os acessórios do ballet e um tênis que havia comprado pouco antes. De repente, sinto algo no meu pescoço —- um canivete —- e alguém que me agarra por trás, tentando baixar minhas calças.


Sem muito pensar, dobrei meu joelho, chutando com toda força o meio das pernas do cara. Isso foi numa época em que não havia o discurso do “não reaja”. O cara se curvou de dor, deixando cair o canivete. Peguei o canivete e comecei a gritar pela ajuda do Olímpio (que morava justamente na esquina do acontecido e era meu amigo de colégio). O cara começou a correr. Percebi que ele estava com minha mochila e fui atrás. Arranquei a mochila dele (acreditem), mas ele conseguiu ainda tirar minha carteira. Foi somente quando o Olímpio abriu a porta da casa e entrei, que me dei conta do que tinha acontecido. Eu tremia e chorava. De medo —- por ele estar com meus documentos e poder me encontrar —- e de raiva, por me sentir invadida e impotente. Eu devia ter uns 16 anos na época. Nunca mais consegui andar nas ruas sem ter a sensação de que alguém vai me atacar. O tempo não apagou o sentimento. 

 É a primeira vez que escrevo sobre esse acontecimento, mas sempre que tenho uma oportunidade, conto às pessoas que conheço. Não canso de repeti-la, pois acredito que não devemos ter vergonha do que nos acontece. Não posso comparar meus sentimentos com os sentimentos de minhas amigas que foram violentadas sexualmente (três de minhas grandes amigas já foram violentadas e me contaram em sigilo com muito sofrimento!), mas posso dizer que precisamos nos unir e dar um basta na falta de respeito, na agressão cotidiana que todas as mulheres sofrem. Não devemos ter vergonha. São eles que têm que ter vergonha!!!


Cantadas, assobios, passar a mão, esfreguões nos ônibus…. tudo isso são sinais de um mesmo processo que incentiva, possibilita e permite que nós sejamos abusadas. Se você enxergar isso, comece a bater palmas para a mulher e se posicione bem ao lado dela, porque ela é uma lutadora, uma pessoa que labuta todos os dias, mesmo que a cada manhã tenha vontade de ser invisível, só para não correr o risco de ser abusada. Vamos fazer uma onda de palmas e nos aproximarmos umas das outras. E os homens que são justos, que amam de verdade as mulheres, juntem-se a nós também. Quem ficará no ridículo vai ser o abusador, e aí JUNTOS podemos denunciar. Se a polícia não consegue dar conta disso, nós podemos. 

O que me surpreende é o silêncio e a conivência de homens e mulheres sobre isso. Àquelas mulheres que nunca se sentiram abusadas, podem ter certeza de que SOMOS TODAS ABUSADAS. Basta ver qual mulher poderia afirmar com certeza de que sairia de madrugada às ruas, sozinha e tranquila. Se uma (1) mulher sofre, todas sofremos. Não há meia justiça, nem meio abuso. Não há felicidade sem felicidade da humanidade. Não silencie ou seja conivente. O tempo não cura o sofrimento, mas falar sobre isso pode ajudar outras mulheres não sofrerem em silêncio. Sofrimento “escutado” e partilhado é sofrimento amenizado. Palmas a todas nós mulheres!


Imagem: Grafite de Panmela Castro da Rede NAMI.

Depoimento de A. R., recebido por email.

SOMOS TODAS ABUSADAS…

Eram cinco horas da tarde, mais ou menos. Eu andava tranquila pela rua principal de São Leopoldo, na parte dupla da Rua Grande, que na época só tinha casas residenciais. Voltava do ballet. Vestia uma calça vermelha larga e uma blusa (talvez justa?), carregando uma mochila com os acessórios do ballet e um tênis que havia comprado pouco antes. De repente, sinto algo no meu pescoço —- um canivete —- e alguém que me agarra por trás, tentando baixar minhas calças.

Sem muito pensar, dobrei meu joelho, chutando com toda força o meio das pernas do cara. Isso foi numa época em que não havia o discurso do “não reaja”. O cara se curvou de dor, deixando cair o canivete. Peguei o canivete e comecei a gritar pela ajuda do Olímpio (que morava justamente na esquina do acontecido e era meu amigo de colégio). O cara começou a correr. Percebi que ele estava com minha mochila e fui atrás. Arranquei a mochila dele (acreditem), mas ele conseguiu ainda tirar minha carteira. Foi somente quando o Olímpio abriu a porta da casa e entrei, que me dei conta do que tinha acontecido. Eu tremia e chorava. De medo —- por ele estar com meus documentos e poder me encontrar —- e de raiva, por me sentir invadida e impotente. Eu devia ter uns 16 anos na época. Nunca mais consegui andar nas ruas sem ter a sensação de que alguém vai me atacar. O tempo não apagou o sentimento. 


É a primeira vez que escrevo sobre esse acontecimento, mas sempre que tenho uma oportunidade, conto às pessoas que conheço. Não canso de repeti-la, pois acredito que não devemos ter vergonha do que nos acontece. Não posso comparar meus sentimentos com os sentimentos de minhas amigas que foram violentadas sexualmente (três de minhas grandes amigas já foram violentadas e me contaram em sigilo com muito sofrimento!), mas posso dizer que precisamos nos unir e dar um basta na falta de respeito, na agressão cotidiana que todas as mulheres sofrem. Não devemos ter vergonha. São eles que têm que ter vergonha!!!

Cantadas, assobios, passar a mão, esfreguões nos ônibus…. tudo isso são sinais de um mesmo processo que incentiva, possibilita e permite que nós sejamos abusadas. Se você enxergar isso, comece a bater palmas para a mulher e se posicione bem ao lado dela, porque ela é uma lutadora, uma pessoa que labuta todos os dias, mesmo que a cada manhã tenha vontade de ser invisível, só para não correr o risco de ser abusada. Vamos fazer uma onda de palmas e nos aproximarmos umas das outras. E os homens que são justos, que amam de verdade as mulheres, juntem-se a nós também. Quem ficará no ridículo vai ser o abusador, e aí JUNTOS podemos denunciar. Se a polícia não consegue dar conta disso, nós podemos. 

O que me surpreende é o silêncio e a conivência de homens e mulheres sobre isso. Àquelas mulheres que nunca se sentiram abusadas, podem ter certeza de que SOMOS TODAS ABUSADAS. Basta ver qual mulher poderia afirmar com certeza de que sairia de madrugada às ruas, sozinha e tranquila. Se uma (1) mulher sofre, todas sofremos. Não há meia justiça, nem meio abuso. Não há felicidade sem felicidade da humanidade. Não silencie ou seja conivente. O tempo não cura o sofrimento, mas falar sobre isso pode ajudar outras mulheres não sofrerem em silêncio. Sofrimento “escutado” e partilhado é sofrimento amenizado. Palmas a todas nós mulheres!

Imagem: Grafite de Panmela Castro da Rede NAMI.