Mujeres Creando na 31° Bienal de São Paulo.
Mujeres Creando (http://www.mujerescreando.org/), organização feminista autônoma boliviana está em São Paulo, Brasil, para participar da 31ª. Bienal de Arte de São Paulo. Elas discutirão o tema do aborto e querem organizar uma marcha, segue a mensagem do grupo:
Lá, apresentaremos um espaço que se chama: ESPAÇO PARA ABORTAR. Além do apelo aos governos e igrejas de nosso continente, queremos abrir um espaço para falar sobre aborto em primeira pessoa: como o vivenciamos e o que significa em nossas vidas? Desdramatizar o discurso religioso oficial sobre o aborto, desafiar e instigar.

Para isso estamos organizando uma espécie de marcha dentro do contexto da bienal e queremos contatar companheiras que estejam em São Paulo, nesta e em outras lutas e que queiram participar com sua palavra direta. Imaginamos que muitas de vocês conheçam a relevância que tem a Bienal de Arte de São Paulo no Brasil e em todo o continente. Desse modo, quanto mais numerosa e mais rica possa ser nossa mobilização, maior uso estaríamos fazendo deste espaço para fazer escutar nossa voz feminista.

Por favor companheiras, caso queiram participar peço a vocês que mandem um email, o mais tardar até dia 21 de agosto, para: mujerescreando@entelnet.bo

A Marcha acontece dia 06 de setembro às 15h das tarde no Parque Ibirapuera, na Bienal de Arte de São Paulo no “Espaço Mujeres Creando”.

Por favor, ajudem as mulheres que não estão no Brasil a transmitir esta mensagem. Que o parque e a bienal de São Paulo, os governos, os meios de comunicação e até os passarinhos saibam que estamos em pé de luta falando em primeira pessoa e atuando além da idiotice estatal:

NEM BOCA FECHADA, NEM ÚTERO ABERTO.
Pedimos que repassem esse convite à todas companheiras de luta. 

Pescadoras de todo Brasil debaterão junto ao Estado direitos previdenciários e saúde de qualidade em Encontro Nacional

No Encontro da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP), serão levantadas as temáticas das doenças ocupacionais e como garantir os direitos previdenciários desses grupos tão importantes para a segurança alimentar do brasileiro.   

Pensar perspectivas para trabalhar os problemas da saúde da mulher pescadora artesanal, no que tange as doenças ocupacionais, e em como garantir seus direitos previdenciários junto ao Estado brasileiro são alguns dos temas do Encontro Nacional da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP). O evento, que é realizado pela quarta vez, acontece entre os dias 26 e 29 de agosto, em Pontal do Paraná/PR, e irá reunir cerca de 100 pescadoras de todo Brasil, organizações e representantes dos Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Pesca. 

As pescadoras e marisqueiras de todo país são responsáveis por colocar na mesa dos brasileiros alimentos de qualidade, no entanto, vivem em situações de vulnerabilidade no exercício do trabalho e não possuem o devido reconhecimento do Estado. A grande exposição aos raios solares, as longas jornadas de trabalho, o contato com águas poluídas, ocasionado principalmente pelas indústrias, são alguns dos motivos que acarretam problemas de saúde nesses grupos.

Diante dessa conjuntura, a ANP vem trabalhando no intuito de levantar as doenças e os acidentes que acometem as mulheres pescadoras para, a partir disso, assegurar seus direitos previdenciários e a melhoria da saúde no seu dia a dia. Entram também nessas questões, a relação com Sistema único de Saúde (SUS) e as barreiras que elas encontram nesse meio.

Dessa forma, o Encontro Nacional da ANP aparece como instrumento para aprofundar essa temática e traçar estratégias de enfrentamento dessas questões. Nele, pretende-se pressionar o Estado para garantir que as inseguranças das pescadoras e marisqueiras sejam superadas, reivindicando o reconhecimento das doenças e dos acidentes de trabalho, a garantia do acesso aos benefícios previdenciários e o atendimento de qualidade no SUS. Além disso, será pensando e solicitado junto ao governo o desenvolvimento de instrumentos e materiais preventivos para um trabalho mais seguro na pesca e na mariscagem.

O Encontro abordará ainda a trajetória de luta da ANP ao longo dos últimos nove anos, e sua estruturação enquanto articulação a nível nacional. Esse será um importante momento para discutir o papel da mulher pescadora na sociedade e reconhecer sua importância para o povo brasileiro, mostrando a necessidade urgente de se garantir seus direitos enquanto trabalhadoras e mulheres. 

Tráfico humano e trabalho escravo entre os debates 

O Encontro Nacional da ANP desse ano também debaterá as questões do tráfico humano e do trabalho escravo, estreitamente relacionados ao mundo da pesca. Em muitas comunidades pesqueiras, percebe-se o aliciamento de jovens por estrangeiros que os transforma em mercadoria. Além disso, existem diversas denuncias de pescadores escravizados pelo mercado da pesca Industrial. A ANP também luta para que os direitos humanos das comunidades pesqueiras sejam respeitados, por isso, acredita ser essencial debater e enfrentar essas questões.

Marcha das Vadias RJ 2014.

MANIFESTO DA MARCHA DAS VADIAS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

A Marcha das Vadias do Rio é organizada por feministas autônomxs que lutam contra a violência sexual e de gênero e a favor da autonomia dos corpos. Somos chamadas de “vadias” nos espaços em que circulamos porque vivemos numa sociedade machista, racista e centrada na heterossexualidade, que quer controlar os nossos corpos. O Ministério da Justiça divulgou no fim de 2013 que 50 mil mulheres são estupradas por ano no Brasil! Uma pesquisa recente do IPEA mostrou que 26% dxs brasileirxs concordam que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas! Marchamos pelo fim da violência sexual contra as mulheres e contra a culpabilização das vítimas!

Somos chamadas de vadias quando usamos roupas curtas e também quando usamos roupas compridas, somos chamadas de vadias quando andamos pelas ruas de noite e quando andamos pela rua de dia, somos chamadas de vadias quando denunciamos o estupro e nos culpam pela violência que sofremos, somos chamadas de vadias quando denunciamos o assédio sexual no transporte público e a violência dentro de casa, somos chamadas de vadias quando dizemos “NÃO”, somos chamadas de vadias quando dizemos “sim” ao prazer, somos chamadas de vadias quando “ousamos” fazer escolhas de forma autônoma. Somos chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES. Marchamos para dizer NÂO ao controle da nossa sexualidade e para dizer NÂO ao eterno julgamento e depreciação do feminino! Sabendo que o termo “vadia” tem significados diversos para corpos diferentes, ressignificamos “vadia” como símbolo de nossa luta por liberdade para experimentar nossos corpos e afetos da maneira que desejarmos. Não queremos ser respeitáveis, exigimos ser respeitadas! Se ser livre é ser vadia, então somos todas vadias!

Fazemos parte da construção de um mundo livre de violência para todas as mulheres (cis e trans*), um mundo onde nenhuma vítima seja culpabilizada, onde não haja vítimas. Combatemos todas as formas de opressão: machismo, racismo, lesbofobia, transfobia, bifobia, exclusão das pessoas com deficiência (ou capacitismo), violência de classe e outras. Nossos princípios são liberdade, horizontalidade e autonomia.

Em 2014, a Marcha das Vadias ocupa as ruas, as esquinas, os bares e os becos da cidade do Rio de Janeiro pelas seguintes razões:

1) Com os grandes eventos sediados no país e na cidade, a desigualdade, a exclusão e a violência contra a população são agravadas. Diante disso:

a. Denunciamos o racismo que mulheres negras sofrem ao serem vistas como objeto de consumo, facilitando a exploração sexual. Exigimos que as mulheres negras sejam vistas como seres humanos e não como “pontos turísticos”. É urgente que se reconheçam as diferentes vozes e lugares ocupados pelas mulheres negras na sociedade!

b. Denunciamos que as mulheres que moram em favelas e periferias são profundamente atingidas por várias formas de violência: são arrancadas das suas casas e de suas raízes, têm filhxs e companheirxs assassinadxs pela polícia, são violentadas pelos agentes de “segurança”. Nunca esqueceremos o assassinato brutal de mulheres, como o de Cláudia da Silva Ferreira. Destacamos também a enorme força com que as mulheres NÃO PACIFICADAS defendem suas causas, organizando-se e exigindo direitos.

c. Repudiamos o projeto de cidade que marginaliza e criminaliza a prostituição. No caso da remoção forçada do prédio da Caixa Econômica, do centro de Niterói, vimos como mulheres trabalhadoras foram expulsas dos seus locais de moradia e trabalho, estupradas e roubadas, em uma ação ilegal do Estado. Novamente, como Marcha das Vadias do Rio de Janeiro, lembramos que a prostituição nunca foi ilegal no Brasil e reafirmamos a necessidade da sua regulamentação, reivindicação do movimento de prostitutas. Exigimos que a cidadania seja garantida já!

d. Sublinhamos a alarmante violência transfóbica persistente na nossa sociedade, que retira o direito à cidade dos corpos que fogem ao padrão de gênero estabelecido. Afirmamos nosso compromisso com os direitos das pessoas a se identificarem com o gênero que quiserem, inclusive nenhum. Basta de invisibilidade! Basta de violência! Basta de ódio e transfobia!

e. Denunciamos o assédio, as agressões, os estupros “corretivos” e outros tipos de violência sofridos por lésbicas e mulheres bissexuais em todos os espaços, tanto públicos quanto privados. Por isso, rompemos o silêncio, destacando que esta violência é invisível aos olhos da sociedade e das suas instituições. Exigimos liberdade e segurança para que lésbicas e mulheres bissexuais possam expressar seu afeto em todo e qualquer lugar!

2) Denunciamos a manutenção de atitudes machistas e misóginas (atos que representam ódio à condição feminina) nos movimentos sociais de esquerda: assédio moral e sexual, silenciamento das vozes das mulheres, divisão sexual de tarefas. Que as pautas feministas sejam incorporadas e PRIORIZADAS na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

3) Reivindicamos a garantia dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos. Exigimos a não interferência das religiões nas políticas públicas e na legislação. Mais uma vez, exigimos o direito aos nossos corpos. Repudiamos os retrocessos em relação ao aborto no Brasil, como a revogação da portaria 415/2014 do Ministério da Saúde, que reafirmava e regulamentava os princípios de humanização, qualidade e segurança do atendimento aos casos de aborto legal no SUS.

Demandamos a ampliação do acesso e a boa qualidade dos serviços de saúde integral para as mulheres e pessoas gestantes, incluindo acesso a informação e métodos de qualidade sobre contracepção e planejamento familiar. Da mesma forma que nenhuma mulher deve ser obrigada a ser mãe, aquelas que fazem esta escolha devem ter a autonomia de seus corpos respeitada, inclusive para decidir as condições em que desejam gestar e parir. Exigimos aborto legal, seguro, raro e gratuito, assim como partos seguros e sem violência física e psicológica. Nossos corpos, nossas regras.

A cor da pele não pode ser motivo de estupro!! O local de moradia não pode ser motivo de estupro!! A profissão não pode ser motivo de estupro!! A identidade de gênero não pode ser motivo de estupro!! A orientação sexual não pode ser motivo de estupro!! NADA PODE SER MOTIVO DE ESTUPRO!!!”

Marcha das Vadias do RJ 2014.

A Marcha das Vadias, evento de luta pelos direitos da mulher, reuniu na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, cerca de 800 pessoas. As(os) manifestantes seguravam cartazes com palavras de ordem contra a violência sexual e de gênero e em defesa de direitos como ao parto humanizado, o aborto e garantias legais de igualdade. Apesar de uma forte repressão por parte da PMERJ, que a toda hora tentava empurrar as ativistas para a calçada e chegou até a forçar para tomar a faixa de abertura das ativistas, a manifestação cumpriu todo seu percurso e iluminou a orla de Copacabana com reivindicações pelo fim da opressão às mulheres e minorias.

8 anos da Lei Maria da Penha.

Hoje, 07 de agosto, a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) faz 8 anos. Nascida da impunidade que insistia em marcar a violência doméstica no Brasil, a Lei tornou-se instrumento fundamental na luta pelo fim da violência contra mulher.

Porém, uma Lei não muda um comportamento entranhado na sociedade. A violência contra a mulher é um problema específico e estrutural, decorrente da sociedade pautada em valores machistas. Por isso, a aposta apenas no Direito Penal é cega. Porque a punição sozinha não resolve o problema.

A Lei Maria da Penha é com certeza uma grande vitória, mas o problema da violência doméstica precisa de mais ações que envolvam educação, cidadania e o envolvimento de toda sociedade.

Confira em nosso blog textos sobre o assunto: http://bit.ly/1kHo5t8

#CotasSim #NãoSigoAFolhaCampanha das Blogueiras Negras em resposta a atual campanha publicitária do jornal Folha de São Paulo que utiliza a imagem de uma mulher negra para dizer que é contra as cotas.Como diz Fabiana Moraes (http://on.fb.me/1nskQjT):É claro que tem que ser contra cota. O mundo é justo, as oportunidades são iguais para todos. Melhor ainda é mulher negra defendendo isso. São elas que estão no topo da hierarquia social, econômica, as que possuem um enorme status. Tem que ser contra mesmo, dona moça, a senhora tá certa. Só não enxerga o paraíso materializado em nossa democracia racial, na qual os salários são iguais para todos sem questões de gênero e cor para interferir, quem usa de cinismo e má fé. Esse contigente histórico de pretas e mulheres como você nas universidades tá errado. Deveriam ter entrado na porrada, como sempre foi. Tem que ser sofrido pra valer a pena e para todo mundo dizer, com o coração apaziguado pela bondade: “se esforçou e venceu, tá vendo?” Preto sofrer tá no roteiro, né? Fica bonito. Eu achava cool pra cacete andar uma hora por dia da parada de ônibus do Cais de Santa Rita até o cursinho no Especial, ida e volta, todo dia. E passava o dia com uma coxinha e um refrigerante na barriga. Mas poxa! Entrei na universidade e bingo! Era uma das duas pretas da sala com 40 alunos. Que coisa mais bonita, depois da fudição, o pódio. O pódio pelo qual o preto tem que ralar mais para subir. E se falar muito tá se vitimizando, né? É, pretos e pretas como eu às vezes são meio cegos e reclamam muito. Você tá certa, dona moça. Tem que ser contra mesmo.Mais:Editorial Cotas Sim: #NãoSigoaFolha - http://bit.ly/1vaTh8vFolha publica vídeo contra cotas raciais e feministas negras criticam campanha - http://bit.ly/1lsJ6mi

#CotasSim #NãoSigoAFolha

Campanha das Blogueiras Negras em resposta a atual campanha publicitária do jornal Folha de São Paulo que utiliza a imagem de uma mulher negra para dizer que é contra as cotas.

Como diz Fabiana Moraes (http://on.fb.me/1nskQjT):

É claro que tem que ser contra cota. O mundo é justo, as oportunidades são iguais para todos. Melhor ainda é mulher negra defendendo isso. São elas que estão no topo da hierarquia social, econômica, as que possuem um enorme status. Tem que ser contra mesmo, dona moça, a senhora tá certa. Só não enxerga o paraíso materializado em nossa democracia racial, na qual os salários são iguais para todos sem questões de gênero e cor para interferir, quem usa de cinismo e má fé. Esse contigente histórico de pretas e mulheres como você nas universidades tá errado. Deveriam ter entrado na porrada, como sempre foi. Tem que ser sofrido pra valer a pena e para todo mundo dizer, com o coração apaziguado pela bondade: “se esforçou e venceu, tá vendo?” Preto sofrer tá no roteiro, né? Fica bonito. Eu achava cool pra cacete andar uma hora por dia da parada de ônibus do Cais de Santa Rita até o cursinho no Especial, ida e volta, todo dia. E passava o dia com uma coxinha e um refrigerante na barriga. Mas poxa! Entrei na universidade e bingo! Era uma das duas pretas da sala com 40 alunos. Que coisa mais bonita, depois da fudição, o pódio. O pódio pelo qual o preto tem que ralar mais para subir. E se falar muito tá se vitimizando, né? É, pretos e pretas como eu às vezes são meio cegos e reclamam muito. Você tá certa, dona moça. Tem que ser contra mesmo.

Mais:

Editorial Cotas Sim: #NãoSigoaFolha - http://bit.ly/1vaTh8v

Folha publica vídeo contra cotas raciais e feministas negras criticam campanha - http://bit.ly/1lsJ6mi

Entrevista com Angela Davis no programa Espaço Público da Tv Brasil.. Ativista, professora e filósofa norte-americana, que integrou o grupo Panteras Negras e já esteve na lista dos dez fugitivos mais procurados dos Estados Unidos. 

(Fonte: youtube.com)